István Jancsó, coordenador-geral do Projeto Brasiliana USP, morreu na madrugada de ontem 23, aos 71 anos, de uma complicação renal. Jancsó havia sido internado poucos dias antes da morte de Mindlin, no último dia 28 de fevereiro. O corpo foi cremado nesta tarde no Crematório da Vila Alpina, em São Paulo. Ístvan nasceu na Hungria onde viveu a Segunda guerra na infância e veio com os pais para o Brasil em 1948 como refugiados. Apos concluir os estudos, foi comissário de bordo da Real Aerovias entre 1958-59. Aqui entrou na História da USP em 1960 e começou a trabalhar como professor. E por ser marxista, foi convidado pelo lendário professor França a ser professor da FFLC em 1964 e depois na UFBA em Salvador.Militou contra a Ditadura, foi preso, torturado e exilado na França, e orientado por Pierre Villar foi professor da Universidade de Nantes, voltou ao Brasil em 1972 e continuou a luta contra a Ditadura e por isso acabou perdendo o Doutorado.
Na USP às vésperas da aposentadoria, István decidiu ser professor titular do Instituto de Estudos Brasileiros,depois de ser diretor geral do orgão. Foi um dos grandes mentores da Brasiliana, responsável por levar o projeto - que inclui a construção de uma biblioteca no câmpus e a digitalização dos 40 mil volumes que integravam a coleção de Mindlin - até a universidade. Mas seu grande projeto de pesquisa veio desde 2004, sobre a problemática das estruturas nacionais dentro do projeto A Formação do Estado e da Nação Brasileiros (1780-1850), com apoio da Fapesp.
O Ministério da Cultura divulgou nota na qual Juca Ferreira lamenta a morte do historiador, destacando seu trabalho de "tornar um acervo de excelência disponível para toda a população". Juca ressaltou ainda o esforço de Istvan em estimular redes de pesquisa e a criação de um modelo brasileiro de compartilhamento de documento", descrevendo-o como "um intelectual engajado na decifração de um país que para ele era um ‘enigma’ humano e histórico".
Istvan foi meu chefe e para mim pelo menos, elogiou várias vezes meu trabalho. No entanto não atendeu meus pedidos de ajuda e emprego e isso piorou muito minha depressão. Não sei qual a opinião que tinha de mim. Mas creio que por ser marxista, não me levava a serio. A criação da Biblioteca Mindlin de Guita e Jose Mindlin foi TOTALMENTE baseada no projeto engavetado pela USP - que ela tinha obrigação por contrato - de criação do Gabinete de Leitura Lêda e José Honório Rodrigues. István decidiu ESQUECER essa obrigação que a USP e o IEB assumiu e passou o projeto para Mindlin que , afinal , além da Biblioteca ser maior, iria entrar com dinheiro e muito apoio governamental.
A Biblioteca de José Honorio Rodrigues foi ABANDONADA assim como eu e todo o enorme trabalho que tive... O proprio István prometeu para Leda Boechat Rodrigues que iria me arrumar uma oportunidade no IEB em 2005.... E ficou por isso... Eu ERREI em não procurá-lo mais e não insistir mais com ele. Mas devido às ABSURDAS mentiras que funcionarias do IEB inventaram sobre mim, acho que não iria conseguir nada mesmo...
Agora ta tudo na mão do Pedro Puntoni que todos sabem que tem uma concepção pobre e ESTREITÉRRIMA de História. Imagine, toda a Biblioteca de Mindlin agora toda nas mãos dos pseudo-marxistas elitistas da História USP.... Infelismente. Obra de Ìstván, inclusive...

